Quinta-feira, Maio 24, 2007

Tudo o que tenho, são as palavras-vozes de algumas das diversas e fantásticas pessoas que passaram por minha vida, e ficaram, dentro da cabeça. Eventualmente escapulindo pra fora da boca (Não da mesma maneira por falta de competência). Ficam roçando o ouvido... com seus timbres... lambendo lábios... beijando a nuca... eLas PaLavras... paLaRvas... Dançando na labirintite da cabeça. E buscando a voz que ali mora, e que bem de vez em quando, bem de vez em quando, bem de vez em quando... presentifica-se...

Quarta-feira, Maio 23, 2007

- O que eu tenho Doutor?
Nada, só me apaixonei pelas palavras e nem me fodi. Tem coisa pior!?

Terça-feira, Maio 22, 2007

Blues da Piedade (Cazuza)

Agora eu vou cantar pros miseráveis

Que vagam pelo mundo derrotados

Pra essas sementes mal plantadas

Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena

Remoendo pequenos problemas

Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz

Mas não ilumina suas minicertezas

Vive contando dinheiro

E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar

Fica esperando

Alguém que caiba no seu sonho

Como varizes que vão aumentando

Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedadeSenhor, piedade

Pra essa gente careta e covarde

Vamos pedir piedade

Senhor, piedadeLhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas

Que tão no mundo e perderam a viagem

Quero cantar o blues

Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade

Pois há um incêncio sob a chuva rala

Somos iguais em desgraça

Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade

Senhor, piedade

Pra essa gente careta e covarde

Vamos pedir piedade

Senhor, piedade

Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Sexta-feira, Maio 11, 2007



Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante,

E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,

Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte,

Em teu seio, ó Liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,Idolatrada,Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu risonho e límpido

À imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte, impávido colosso,

E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada

Entre outras mil,

És tu, Brasil,Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentilPátria amada,Brasil !
Deitado eternamente em berço esplêndido,

Ao som do mar e à luz do céu profundo,

Fulguras, ó Brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida

Teus risonhos lindos campos têm mais flores;

"Nossos bosques têm mais vida",

"Nossa vida" no teu seio "mais amores".
Ó Pátria amada,IdolatradaSalve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado

E diga o verde-louro desta flâmula

Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada

Entre outras mil,

És tu, Brasil,Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada,Brasil !