Domingo, Novembro 01, 2009

Distância.

Vivo habitada por muita gente! Muita gente que passa e deixa seu ensinamento, seu jeito, sua maneira de ver o mundo... Às vezes, parece que a casa vai explodir com tanta gente aqui dentro, tanta gente de visões, e jeito, e comportamento tão distintos, que me parece uma superpopulação! Me dá vontadede sair da casa às vezes... mas não há como. Então, espero as visitas silenciarem. Ou irem embora por si mesmas... Tenho a sensação de que se eu der um grito, (há muito sufocado) a casa cai! Mas é apenas uma sensação... Acho que as pessoas irão se calar por alguns segundos, e voltar às suas atividades normais aqui dentro. O que pra mim, é desconfortante, pois, na verdade, o que eu queria, seria uma mudança radical de comportamento. Mas sei q isso não ocorre. Nem comigo, qdo gritam... rs. As mudanças, usualmente, ocorrem devagar... Sem que as pessoas - com visão grossseira - percebam. E as pessoas que aqui habitam, tentam conviver cordialmente e amorosamente, nesse pequeno espaço de casa, no qual cabe muita gente!

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

.Prisão. heheh


Eu chamo de nós como extensão do mundo... (esse não é meu)


Quarta-feira, Setembro 16, 2009

Criatura sem olhos (Carta de esclarecimento da Arte)


Prezado (as),
Eu, Obra De Arte, me deixo aqui nesse sistema para quem quiser visitar. Me utilizo do sistema para poder existir, para poder ser vista. Se não houvesse sistema, não haveria a necesidade de existir na forma em que estou. Se a situação fosse outra, provávelmente eu teria outra forma. Outra forma. Sou mutável e venho sempre lembrar aos seres humanos, minha existência, e, consequentemente, a existência da humanidade, de toda a complexidade do ser-humano. Existo por vocês. Portanto, peço que não me matem. Venho salvá-los de si mesmos. Sou uma organização e, nesses tempos, me utilizo do sistema para existir. Toda organização se reorganiza à favor da vida. Mas, entendam, senhores, falo aqui da vida humana e orgânica, e não da vida sistematizada com seus botões mortos sem pensamento, que são acionados copiando discursos alheios... Falo aqui, da vida verdadeira, que sentimos, que vemos, que ouvimos, que lemos, que fazemos... Estou falando de saúde pública, saúde do pensamento. Eu, Obra de Arte, também peço que não matem a criação, essa qualidade preciosa do ser, que só existe para que eu, Obra De Arte, continue existindo. A criação, é o princípio da existência humana e artística, e todo espaço de preparação, e formação, é precioso para minha existência. Sou parte de vocês, portanto peço que quando deitarem suas cabeças em seus travesseiros, assim como eu, que se façam uma pergunta simples: É necessário matar a arte mudando regras que nutrem sua existência? Em tempos de urgência ecológica em que estamos, pq matar o "restinho" de vida que se agarra no mínimo que tem, e que se cria e se recria a todo instante? Arte é vida e a vida é pulsante, senhores. Esta, foi apenas uma provocação para pensamentos saudáveis a todos. Não quero que concordem comigo em tudo que está aqui, gostaria de trocar com outros mundos. Afinal, só existo porque vocês, homens e mulheres, existem.

Att. Obra de Arte.
Por Silvia Daiane.

Sábado, Setembro 12, 2009

Me sentindo puta.

Quarta-feira, Setembro 09, 2009

http://www.movimentolivre-sa.blogspot.com/

letras

Brasa demarcando-as na tela.

Carícias que se deixam escorrer no papel pela tinta, formando o pensamento.

Algumas, protegem o vazio dentro de si.

Outras, desenham-se como setas.

Ilhas de silêncio que falam a alma, absorvidas pelos olhos...

Domingo, Julho 19, 2009

Sou olhos cheios, acionado por violinos e voz em veludo...
azul

escuro

em vermelho quase negro...

deslizando estou no veludo afora...

pés deslizam numa dança. me embala. dança comigo a voz.

Sou essa sensação, essa brincadeira com o veludo agora...

Juntinho, danço, flutuo no toque, no cheiro e na maciez do veludo... sensações em q o tempo não se faz... e nem se desfaz... simplesmente inexiste.. leve, em veludo, me levam as sensações...

Terça-feira, Julho 14, 2009

Conteúdo

Formas. Fico olhando pro rostos das pessoas e vendo as formas... A formação deles... Um senhor. O que tem dentro dele? O q leríamos dentro dele? Ele coloca os óculos na testa e aperta os olhos com as mãos. Gosto, agora, observar detalhes de vida do entorno... Experimento o observar a vida*. Ele dorme sob os óculos... E observar isso faz sentido pra mim. O maxilar abre e fecha controladamente durante sua soneca. Não é um senhor qualquer. É o senhor de barba branca e cabelos grisalhos penteados para trás, calvo, sentado no trem, com as meias azuis aparecendo e q agora, olha com o maxilar relaxado: o nada.