Sexta-feira, Outubro 27, 2006

Onde fica o fim do começo do fim?



Sem fim.
Sem fincar terra.
Acelera.
O Peito duído.
Muído. Sem terra.
Sem teto.
Sem neto.
É certo?

Finca cabeça nas vista cansada.
Peleja, peleja,
Cerveja?
Não.
Se veja?
Não.
E veja só no que deu...

Não deu!
À Deus dará!
Como é que vai ficá?
Se nem Deus mais qué dá?

Como é que vai ficá?
Como é que vai fincá??
Como é que vai findá???

Terça-feira, Outubro 24, 2006

Guardados...


A caminha cor de rosa cheia de bonecas e ursinhos aos poucos foi ficando vazia. Uma a uma foi sendo socada num saco e guardada no quartinho da bagunça. Os cabelos foram ficando avermelhados. Começaram com umas mechas, de leve, só de brincadeira, com papel crepon. Depois, a tintura que sai. Depois, a tintura que fica por um pouco mais de tempo. Vermelha. O entorno dos olhos sempre mascarados de preto. Cravinhos desabrochavam em seu rosto. O já corpão, ganhava mais tamanho, peso. E como crescia!! Uma velocidade inacreditável! Mas seus gestos, suas maneiras, continuavam infantis... Mesmo com todas as mudanças e andanças.. E façanhas... Sempre bem escondidas. E a meninona, nos caminhos e descaminhos dessa vida, corroe-se em ais, agonias. Uma flor que desabrocha a cada primavera. Já imaginaram o tamanho esforço que uma flor faz pra nascer? Mas mesmo assim, ela vai. Sentindo o gosto de "primeiras"... Rompendo a terra de baixo para cima, sempre. Ascendente, crescente. Vermelha.

Sábado, Outubro 21, 2006

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

#terra chada##

Caminho largo de terra batida, batendo com a sola direto.Criando bolhas já.Braço cansado, lombo duído, ardido. Rosto de roça, de barba roçar, coçar. Canela de fora, de barro. Perdido, na terra própria terra perdido, descabido, Estirado, Rendido. Braços abertos. Entregue à sorte, ao tempo, à sina. à terra. Salina que escorre pra dentro da boca. Ele, o sal da terra. Debaixo do sol das doze, secando. Em tempos à mingua, esturricando. E sem como, quando, porque, um alento de lábios de seda que ali surgem e os olhos pregados, colados, em esforço se abrem. Compridos cabelos só dá pra ver o entorno. Aquele corpo tapando o sol que ardia em seu corpo pesado, cansado, que é aos poucos inundado pelos lábios frescos, gosto de manga.. Ali embebido daquele momento de... Sem conseguir se mover. Sem acreditar em tanta... Be le za! Uma inspiração e uma expiração fechando os olhos. Ex ta si a do. Enfim, acabaria ali a secura de sua caminhada tão longa, tão ardida e duída. Abriu os olhos juntamente com um leve sorriso. Rachando os lábios. Que sangraram a não vê-la mais. Só o sol ardendo no zóio e nem força tinha de ir procurar. Ali ficou... Ali pereceu..

Segunda-feira, Outubro 16, 2006

O Blues...

Quinta-feira, Outubro 12, 2006

100 PACIÊNCIA

Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Terça-feira, Outubro 03, 2006

Corre pro...

Cheiro
Feijoada
Um passo
Batata frita
Cheiro de gente apodrecendo
Entre tudo isso um ser que...
Sei lá!
Passo,
passo
outro passo
Fumaça de caminhão
Fuligem nos olhos
Mãos ocupadas não dá pra coçar
Cheiro de creme
de cabelo
Gente, gente, muita!
Pé pé pé
Pé pa todo lado
Pé sem vento, pé de vento.
Carro
corro
deu tempo!
Celular.
Tô chegando...
Grande loja de móveis
A luz cega!!
Desviando aqui ali,
Monumento brancoImensoquevaiatéocéu,
Caminho errado
percebo acert opa sso
Ufa!!
Cheguei!!
Abraço,
lonnnnnnnnnnngo Abraço!!








Cheiro

Domingo, Outubro 01, 2006

À Beira.


Sento-me aqui. Pernas trêmulas. Tento respirar profundamente para acalmar o coração acelerado. Coloco o tronco um pouco mais a frente. Os braços apoiados à beira tremem. Olho para o horizonte-céu, e percebo: "Aqui é o meu lugar. À beira!". Logo olho pra baixo. para cima para o horizonte, calmamente. Ficaria aqui a por muito tempo.. Aqui é definitivamente "O Meu Lugar!". Olhos acesos e ouvidos atentos, "relaxados". Pecebendo as pedrinhas que marcam as mãos e as coxas, por estar sentada em cima delas. Com um vestido de tecido leve, fino, quase chegando aos joelhos.. Sabendo que não sei muito bem a distância que meus pés têm do chão (sei que estou num lugar alto, perigoso...). Percebendo que meu osso não é tão rígido e forte quanto eu pensei que fosse. Percebendo, às vezes, que não sei se gosto de veneno. Que tenho saudades de meus cabelos longos. Que gosto de respirar a vida. Que não posso perder o gosto de estar gostando.. E por isso tenho de aprender a dizer não, pra algumas coisas.. E o mais difícil: Não deixar empoçar más aguas dentro por isso.. Que o sangue existe, mesmo sendo minhas extremidades tão geladas. Preciso estar à beira, para que meu centro acorde e esteja.. Aqui, À Beira, é que percebo, e REaprendo a ser-me.


Um Beijo à todos.

Café com Leite.

Café.
Bule sujo. Lavar.
Que bom, o filtro não é de papel...
Os de papel rasgam...
Ferver a água. Tempo..

Enquanto isso, lavar o outro bule.
Quase fervendo, colocar açúcar na água.
Ferveu! Colocar o pó. Desligar fogo ou derrama...
Já não preciso colocar uma faca em cima do bule, pra suportar o coador.

Pães. meio duros...
Chovendo, não vou comprar não.
Esquentar com margarina Qualy, fica bom.
Pão com manteiga virado pra baixo na panela.

Um cantinho de penumbra, só meu.
Perto da janela.
O Café quentinho. (com leite, claro!: escurinho)
O pão pelando. Com a manteiga queimadinha, amarronzada.

terminando, pego as migalhas crocantes do prato, com a língua, levando pra cozinha. Leve. Sentindo cada passo como há muito não sentia..
Amando o Estar, apenas.
Sem esperar,
Um sorriso com o olhar...


Sometimes I feel so happy. Sometimes I feel so sad.


Me roubo e me roubam de mim...